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3 de fevereiro de 2015

Por quê o preço não pode ser mais justo?

 Imagem: Origin.com

Acho fabuloso esse sistema de baixar os conteúdos para utilizar diretamente pela internet. Embora eu esteja exatamente entre a geração do disco físico e a do tapeless, confesso que quase sempre sinto falta de ter o DVD, CD ou disco do jogo com encarte bacana e livrinho com informações (mesmo sabendo que no fundo eles não servem para nada). Essas novas gerações tão mais práticas, vão direto ao que interessa. E o que interessa é o conteúdo.

Há alguns meses passei a fazer download de jogos direto pela Xbox Live, PSN e também pelo Steam e Origin. Foi incrível perceber que alguns jogos que nem sei mais aonde estão os discos físicos podem ser baixados rapidamente e novamente jogados e por um preço até mesmo acessível. Fiquei tentado em baixar novamente o clássico Age of Empires II, mas dessa vez nada de gambiarras, tudo no original. 

Os lançamentos é que continuam caros e isso se mostrou um problema quando caí na tentação de lembrar minhas saudosas tardes livres após o colégio e baixei através do Origin o novo The Sims 4. Através do que eles anunciam como "Game time", permitem o download de um jogo completo mas para ser utilizado pelo prazo de 48 horas. Uma degustação para tentar fisgar o jogador a fazer a compra. O mais legal é que uma vez baixados os 5 Gb (acho que é mais ou menos esse o tamanho do jogo) você já tem o jogo no seu pc, basta apenas fazer o pagamento para continuar jogando e, inclusive, dar continuidade ao jogo salvo antes da expiração do prazo de teste.

A tática não é nova e funciona muito bem. Até porque os jogos têm qualidade e são divertidos. Adorei esse novo The Sims, assim como gostava dos anteriores. Tudo me convenceu a fazer a compra, exceto o preço. Não é nem que seja um absurdo de caro. Mas fiquei pensativo sobre pagar os R$ 99 para ter o jogo em definitivo (confesso que ainda estou pensando). Resolvi procurar o disco físico porque caso não tivesse mais interesse no jogo poderia tentar reverter ele em algum dinheiro, tentando reembolsar parte do investimento ao repassá-lo. Me deparei com a surpresa da pouca oferta do disco físico nas lojas virtuais e me senti até mal informado. Talvez a tendência seja mesmo as mídias físicas serem extintas.

Mas uma ideia que não me saiu da cabeça então foi outra. Por quê um jogo como The Sims não pode custar bem menos? Primeiro porque como já sabido de todos que acompanham a série, logicamente serão lançadas várias expansões e portanto há uma forma de quantificar os lucros em cima do jogo a longo prazo. Depois porque acabaram com os intermediários e a necessidade mídias de suporte. Achei que por essa razão conseguiria baixar o jogo pela internet pelo menos com 30% menos gasto do que ao comprar o CD.

Uma outra questão que me deixou ainda mais reflexivo foi quanto a pirataria. Devido a grande facilidade de adquirir os jogos pela Internet, se o custo fosse substancialmente menor creio que não haveria dúvida entre adquirir um produto original, com suporte a atualizações e eventuais correções à uma caixa de pandora no mercado paralelo.

11 de outubro de 2011

Brasil Game Show espetacular



Há muito já estava esperando para ir a um evento gamer de qualidade. Embora já seja a quarta edição do Brasil Game Show. A expectativa era enorme para os dias 7,8 e 9 de outubro, e foi plenamente atendida. Com um evento de nível altíssimo e com a presença de duas das três principais empresas de games no mundo (Microsoft e Sony marcaram presença, mas a Nintendo não deu as caras), o BGS teve a fórmula certa para agradar aos gamers e encantar os curiosos que adoram novas tecnologias.

Além da presença da Microsoft e da Sony, fabricantes do Xbox 360 e do Playstation 3, a importadora NC Games e a Warner Games (representando a EA Games) também presentearam os visitantes com lançamentos de ponta e foram responsáveis pela grande jogatina. A NC levou jogos de todos os consoles de ponta,  mas se destacou mais com as novidades para o Kinect, do Xbox, e o Move, do PS3. Este último teve maior ênfase devido aos jogos de teor mais adulto que apresentavam acessórios como um rifle de assalto para o sensor de movimento da Sony. A importadora também despertou a curiosidade de quem passava pelo estande ao exibir um banner enorme do game, ainda não lançado, Assassins Creed Revelations. No entanto, o jogo disponível aos fãs da série era o já conhecido Brotherhood.

Telão da Warner Games exibia jogadores em ação no novo Batman Arkham City

A Warner apresentou em primeira mão o esperado Batman Arkham City, seqüência do grande sucesso do homem morcego, vencedor do prêmio game do ano em 2009. A empresa também disponibilizou a jogatina do novo título inspirado na obra de J.R.R Tolkien, Senhor dos Anéis: Guerra do Norte, além do múltiplayer de Battlefield 3, um simulador de corrida para o F1 2011 e muitos, muitos consoles com o FIFA 12 em sua versão final.

No estande da Microsoft a ênfase máxima era no sensor de movimento Kinect. O game Forza 4, lançado só essa semana, reuniu pessoas de todas as idades para experimentar um simulador de corrida sem controles ou volantes. A cena de um senhor, que aparentava uns 60 anos, com as mãos posicionadas como segurando um volante me fez perceber como o Kinect faz os sonhos de criança se tornarem reais e os adultos voltarem a brincar como crianças. Ainda com o sensor de movimento, a empresa levou o novo Kinect Sports e o Dance Central 2, ambos muito precisos na captação dos movimentos. Outro destaque ficou por conta do multiplayer do recém lançado Gear of Wars 3. Com quatro consoles plugados em rede, os gamers travavam um grande tiroteio.

 Divulgação: Uma grande fila foi formada para experimentar por 5 minutos o multiplayer de Uncharted 3

Mas as maiores filas estavam mesmo no ambiente da Sony. A empresa investiu em muitos lançamentos para a feira. Entre eles o multiplayer de Uncharted 3, com seis consoles disponíveis em rede, e o game Resistence 3, que era a atração por disponibilizar uma versão 3D e com o uso do sensor de movimentos Move acoplado em um rifle (que achei muito confuso, por sinal). Mesclando entre os jogos hardcore e os games mais children, o Move estava exposto em diversos consoles e pode ser testado por todos os públicos.

A fabricante do PS3 ainda exibiu os belos gráficos e boa jogabilidade do Xperia, sem contar a mais recente novidade do mercado de portáteis, o PS Vita, que pode ser testado pelo público. Outro destaque foi a presença do produtor de Street Fighter x Tekken, Yoshinori Ono, que autografou posters e tirou fotos com os fãs.

Os MMORPGs também marcaram presença pelas produtoras Level up e Hazit com seus games já consagrados Ragnarok e Priston Tale, além de outros títulos.

Imagem: maniagamerbr.blogspot.com - Sensores Move e Kinect foram a principal atração para o público que visitou o BGS

Ao ver em um dos anúncios do site do evento que um dia seria pouco para visitar toda a feira, não acreditei muito. E para falar a verdade, embora as filas enormes em alguns jogos, em um dia de evento consegui rodar por todos os lugares jogar um pouco de cada game. Mas a sensação de quero mais e de replay é tanta, que vale a pena estar presente todos os dias de evento. A má notícia para os cariocas é que em 2012 a feira acontece na cidade de São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro apenas em 2013. Desde modo, a partir do próximo ano, o evento será uma espécie de Bienal nas duas cidades. A decisão, segundo a organização do evento, levou em conta a importância ecônomica da capital paulista.

*Créditos à imagem do logo do BGS do site oficial do evento www.brasilgameshow.com.br